quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Antena 1 - Entrevista a Javier Limón


Mariza, Buika, Carmen Linares e muitas outras

Javier Límon é o produtor de "Mujeres de Agua", um disco que integra 12 vozes de mulheres do Mediterrâneo (na geografia musical de Javier Límon). Entre elas está Mariza. O disco está no mercado a partir de 4 de Outubro e, ao contrário do que tem sido dito algumas vezes, não é dedicado às mulheres do Irão. Tem, isso... sim, uma mensagem para as mulheres iranianas. Javier queria incluir uma voz iraniana, mas isso revelou-se impossível. Nesta entrevista explica a importância do Fado nas músicas do Mediterrâneo

Antena 1 - Entrevista a Javier Limón

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Antena 1 - Entrevista a Laurentino Gomes


1822 - Título do mais recente livro de Laurentino Gomes, conta a independência do Brasil. É um livro na sequência de um outro - 1808 - que trata do período em que a família real portuguesa esteve no Brasil fugindo às invasões francesas. Os historiadores apreciam estes trabalhos de Laurentino Gomes (antigo jornalista) e elogiam o seu trabalho rigoroso. Vale a pena ler. E vale a pena ouvir Laurentino Gomes porque é um comunicador nato.
Antena 1 - Entrevista a Laurentino Gomes

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Entrevista a Esther Mucznik


É a história de uma judia portuguesa vítima da perseguição religiosa. Nascida em Lisboa, percorre a Europa até se fixar em Istambul em tempo de Império Otomano. Esther Mucznik fala do livro, de Grácia Nasi e também, na parte final da entrevista, sobre as actuais negociações entre israelitas e palestinianos.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

Afeganistão até quando?

Ninguém sabe. Os Estados Unidos não sabem, a NATO não sabe, ninguém sabe. A ofensiva que decorre no Sul do Afeganistão é a segunda. Em 2009 aconteceu uma outra. Ou será ainda a mesma?
A mudança de liderança na ISAF e no comando norte-americano não ajuda aos objectivos de Obama. Começar a sair do Afeganistão em Julho de 2001, afigura-se por agora, sem nenhuma perspectiva de melhoria significativa, como uma data falhada. Mas convém que se perceba que o problema não é Obama, porque o actual presidente norte-americano herdou uma situação para a qual tem de encontrar saídas. E a questão é essa. Já não se trata de ganhar a guerra mas de sair do Afeganistão não perdendo a face. Aliás, eu acho que ninguém sabe ao certo quem é o inimigo. Serão Taliban, Senhores da Guerra, Traficantes? Pois, inventaram uma designação: insurgentes, seja lá isso o que for.
O pior é para os afegãos que por lá vão continuar e que vão ficar com um país feito em cacos. Pode dizer-se que não estava melhor. É verdade. Mas agora a esperança também está morta e enterrada.

José Manuel Rosendo

terça-feira, 18 de maio de 2010

Presidente brasileiro deu lição à União Europeia:façam como o Brasil!


Lula da Silva recebeu, a 18 de Maio, em Madrid, o prémio “Nova Economia Fórum 2010”. É uma distinção para os que fazem algo de relevante em cargos de responsabilidade pública. Nas palavras de Teresa de La Veja (número 2 do Governo de Espanha) foi um prémio de reconhecimento pelo “exemplo político, moral e pessoal” que Lula deu ao Mundo.
Depois de uma série de elogios, Lula respondeu à boa maneira brasileira: que estava de “ego cheio” e precisava de um alfinete para furar, caso contrário “rebentava”. E depois explicou que deixa a Presidência do Brasil no final do ano, mas sai de consciência tranquila: o povo brasileiro vive melhor, as diferenças sociais são menores e o Brasil tem um lugar de destaque entre os grandes do Mundo.


Explicou também que quando a crise financeira se instalou, lançou um apelo ao povo brasileiro para consumir, pensando bem o consumo, mas para consumir, porque caso contrário as empresas brasileiras não iriam resistir à crise. Disse Lula (enquanto juntava as duas mãos junto ao coração) que foram os mais pobres do Brasil que responderam positivamente a este apelo e que foram eles, “o meu povo” quem salvou a economia brasileira.


E depois disse apontando para Durão Barroso (cito de cor): Barroso, a União Europeia devia fazer o mesmo! Barroso sorriu, mas o que pareceu um conselho foi, de facto uma dura crítica. A União Europeia, nomeadamente Portugal, Grécia e Espanha, aprovaram medidas que passam por aumento de impostos e redução de ordenados, isto é, são um claro desincentivo ao consumo. A lição ficou dada e não se pode dizer que sela ilegítima porque foi dada por um homem a quem todos, sem excepção, minutos antes, tinham elogiado as políticas que implementou no Brasil.
Madrid, José Manuel Rosendo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Liberdade pratica-se

Gostava de saber escrever. Bem, claro. Ter a arte de dizer muito em poucas palavras, de fazer-me entender sem dificuldade e não deixando dúvidas. Quantas vezes se torna difícil encontrar a palavra com o peso certo. Muitas vezes tenho esta frustração de sentir que não conto as histórias como devia. Muitas vezes parece que só fica um mar de espuma. Talvez por tudo o que disse sinta um doce prazer quanto encontro um texto assim como o de Manuel António Pina e que ainda por cima fala dessa minha grande amiga: a Liberdade. Trata-a de uma forma que eu seria incapaz. Por isso o reproduzo. E porque às vezes apetece-me esfregá-lo na cara de alguns “cobardes de sucesso”.

A Coragem da Liberdade

Para se ser livre é preciso coragem, muita coragem. E, desde logo, coragem para uma escolha fundamental, a do respeito por si mesmo. Porque é bem mais fácil sobreviver acobardando-se do que escolher viver livremente. Os locais de trabalho, a vida política, a mera existência social, estão (basta olhar em volta) cheios de cobardes de sucesso. O jornalismo não é, e porque haveria de ser?, excepção, pois a pusilanimidade e a cumplicidade dão menos incómodos e rendem mais que a dignidade. Mas, enquanto na vida política e social, o preço da liberdade é a solidão (as águias, como Nietzsche escreve, voam solitárias; os corvos andam e grasnam em bandos), no jornalismo o preço é às vezes a própria vida. Anna Politkovskaya escolheu a liberdade e pagou com a vida. Mas a Rússia é um lugar longínquo e entre nós não se dão tiros na nuca a jornalistas, na pior das hipóteses despedem-se. É, por isso, fácil chorar por Anna Politovskaya, basta só um pouco de falta de pudor. Assim, os jornais portugueses encheram-se nos últimos dias de grasnidos e lágrimas de crocodilo vertidas por gente que, na sua própria vida profissional, escolhe o salário do medo. Alguns conhece-os eu e, como no soneto de Arvers, hão-de ler-me e perguntar “De quem falará ele?”.

Manuel António Pina
in Jornal de Notícias, 10.10.2006

domingo, 11 de abril de 2010

Zona Verde vale a pena

Estreou esta semana. "Zona Verde", um filme com acção em Bagdad, logo após a invasão em Março de 2003. Muito melhor do que "Estado de Guerra" que ganhou uma série de Óscares. Para quem gosta de Médio Oriente é a não perder. Mas desconfio que quando chegar à noite dos Óscares não vai ser tão bem recebido como o foi "Estado de Guerra". Será que estou enganado? Depois de verem vão perceber que a chamada Academia não deve gostar muito da forma como o filme trata das tão faladas Armas de Destruição Maciça, que ainda estamos à espera.