quarta-feira, 13 de abril de 2011

Antena 1 - Entrevista a Luís Miguel Rocha



"A Mentira Sagrada" é o novo livro de Luís Miguel Rocha. Quem foi, afinal, Jesus? O escritor, reconhecido internacionalmente e também por ter chegado ao Top do New York Times, admite que escreve sobre assuntos incómodos para a Igreja Católica, sabe que os seus livros são lidos no Vaticano, mas até hoje nem um sinal lhe chegou sobre a opinião de quem manda na hierarquia da Igreja. E admite que há assuntos sobre os quais não tem coragem de escrever.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Antena 1 - Entrevista a Thorbjorn Jagland



Islamofobia, imigrantes, Direitos Humanos, Liberdade de Expressão, Corrupção, intervenção militar na Líbia, são alguns dos temas abordados nesta entrevista a Thorbjorn Jagland, Secretário-geral do Conselho da Europa.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Reflexão sobre a situação na Líbia


O “Ocidente” deve intervir na Líbia? E se acontecerem situações semelhantes noutros países? Também deve intervir? Ou será que se está à espera que a situação seja de tal modo gritante que qualquer intervenção estará justificada?

Posso estar demasiado desconfiado com as atitudes do “Ocidente” em relação ao Médio Oriente e Norte de África (e todas as outras zonas onde há interesses estratégicos), mas o que me parece óbvio é que ainda não houve uma intervenção na Líbia porque os EUA, a NATO e a UE têm receio de criar um precedente. Isto é: se depois no Iémen, no Bahrein, eventualmente na Arábia Saudita ou em Marrocos e na Argélia, e… o maior receio, no Irão, os regimes responderem à revolta com a brutalidade que Mohamar Kadhafi está a responder? Sim, se houver uma resposta assim brutal a uma revolta, depois de o “Ocidente” ter uma intervenção na Líbia, o que faria o “Ocidente” nos outros países? Voltaria a intervir? E como? Com que meios? Esquecendo que grande parte do petróleo tem origem nestes países?
É certo que têm sido os próprios líbios a dizer que não querem uma intervenção do “Ocidente”. Inicialmente o Conselho Nacional Interino pediu ataques aéreos às posições de Kadhafi, mas acabou por recuar porque a questão estava a dividir os rebeldes líbios, ficando-se por pedir uma zona de exclusão aérea.

Há ainda outra questão a considerar: é aceitável possibilitar uma saída de Kadhafi do país, para um exílio onde possa não ser incomodado pela justiça internacional e podendo manter grande parte dos seus bens? Por mim sou tentado a dizer que não, mas se esse for o preço a pagar para parar o banho de sangue, terei que aceitar qualquer resposta que os rebeldes líbios entendam dar a esta questão.

Olhando para a situação no terreno, ela parece-me muito clara: de um lado as forças leais a Kadhafi, bem armadas, treinadas, com mercenários e com armamento pesado e muito superior, com força aérea e com logística para fazer avançar tropas em grande número; do outro lado milícias mal treinadas, sem disciplina de grupo, militares com armamento obsoleto, desorganização, inexistência de capacidade logística. Mais ou menos o retrato é este.

Resta dizer algo que pode ser determinante: Mohamar Kadhafi pode ter forças suficientemente poderosas para ganhar esta guerra, pode ir conquistando cidade atrás de cidade, mas não parece ter capacidade nem forças suficientes para manter a ocupação de cidades rebeldes porque as milícias podem não conseguir parar o avanço das forças de Kadhafi, mas têm certamente capacidade para manter uma guerrilha.
Depois do que foi feito com o Iraque, é difícil entender as hesitações em relação a Saddam Hussein. Ou talvez não, porque afinal Saddam tinha dizimado milhares de xiitas e curdos e o “Ocidente” ficou-se pelas sanções da ONU, permitindo que proliferasse o contrabando de petróleo.

Será que o “Ocidente” tem coragem para impor um bloqueio total à exportação de petróleo da Líbia enquanto Mohamar Kadhafi estiver no poder?

José Manuel Rosendo
Cairo, 13 de Março de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entrevista ao primeiro Embaixador palestiniano em Portugal


Antena 1 - Entrevista ao primeiro Embaixador palestiniano em Portugal

Mufeed Shami é o primeiro Embaixador Palestiniano em Portugal que tem, de facto, esse estatuto. A representação palestiniana em Portugal tem agora o estatuto de Missão Diplomática. Mufeed Shami espera agora que Portugal reconheça o Estado da Palestina

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Por que é que o PS nunca chamou Marques Júnior a funções na pasta da Defesa?


Antena 1 - Entrevista a Loureiro dos Santos
O general Loureiro dos Santos acaba de lançar “História concisa de como se faz a guerra”, que descreve como um livro de um militar destinado a todos os que se interessam pela evolução da guerra, nomeadamente ao nível das tácticas, estratégias, equipamentos e armas.

“A História é para conhecer e retirar as suas experiências e conhecimentos para não repetir os erros. Não pode ser erigida num modelo ideológico a seguir”, define o general Loureiro dos Santos. Apesar de reconhecer que a guerra traz sofrimento, o autor sublinha que encerra paixão e ódio, para além de obedecer a leis cientificas.

Nesta entrevista admite que a pasta da Defesa não tem que ser obrigatoriamente entregue a um militar, mas lembra que também não deve existir o preconceito de não escolher um militar. Aliás, questiona por que razão o PS nunca chamou o seu deputado Marques Júnior (oficial na reforma, foi membro do Conselho da Revolução e é membro do Conselho Superior de Defesa Nacional) a desempenhar funções na pasta da Defesa.

Bin Laden será apanhado


O presidente do Comité Militar da NATO, almirante Giampaolo Di Paola, considera que a Cimeira de Lisboa foi um marco histórico na vida da organização, sobretudo por causa da aproximação entre a Aliança e a Rússia.

Nesta entrevista, o Almirante Giampaolo Di Paola, afirma que os russos perceberam que enfrentam as mesmas ameaças que os países da NATO, e em conjunto poderão ajudar a resolvê-las.

O chefe militar da NATO refere também que, apesar da violência no terreno, os prazos para a transferência de poderes no Afeganistão são para cumprir. Giampaolo Di Paola garante ainda que, mais cedo ou mais tarde, Bin Laden vai mesmo ser capturado, e levado à justiça. Entrevista efectuada uma semana depois da realização da Cimeira da NATO, em Lisboa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

História de um resistente polaco que tentou travar o Holocausto

Antena 1 - Entrevista a Yannick Haenel

Yannick Haenel é o autor do livro “Jan Karski – O Herói que tentou travar o Holocausto”, que conta a história de um jovem polaco que tentou travar o Holocausto.

Nesta entrevista, Yannick Haenel explica que Jan Karski foi o primeiro não judeu a entrar no gueto de Varsóvia, Polónia. Em 1942, depois de ver o que que estava a acontecer, Karski atravessou a Europa para avisar os aliados ingleses e americanos sobre o que se estava a passar no gueto, onde os nazis tinham encurralado milhares de judeus. Ninguém acreditou, ou não quis acreditar na estória que Karski tentava transmitir. Nem o presidente norte-americano, Roosevelt.

Yannick Haenel assume que esta obra é uma crítica directa à Grã-Bretanha, à França e aos Estados Unidos, que não fizeram nada entre 1942 e 1944 para impedir o extermínio dos judeus na Europa. Os nazis foram culpados, evidentemente, mas houve muita gente que fechou os olhos ao que estava a acontecer.
Na foto acima, Yannick Haenel e a capa da edição francesa do livro que já está à venda em Portugal.

José Manuel Rosendo