sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Maldita MEO!


Nunca escrevi nada parecido, mas desta vez a tampa saltou. Nem um santo tem paciência para o serviço de atendimento da MEO. Foi esse péssimo serviço de atendimento, quer por telefone quer em loja, um dos principais motivos que me levou a terminar os meus contratos com a MEO. E pensava eu que estava livre da MEO. Puro engano. Depois de cobranças que a empresa fez para além do que era devido após ter terminado o contrato, agora confronto-me com a incompetência da MEO (Será? Ou apenas um estratagema para retardar reembolsos?) na hora de devolver o que foi indevidamente cobrado.

A história é simples: depois daquelas longas esperas numa loja MEO onde fiquei a saber que, afinal, havia informação sobre a rescisão do contrato que não tinha sido introduzida no sistema (isso explicava que continuassem as cobranças…), disseram-me que iria receber notas de crédito com o valor cobrado indevidamente.

De facto, recebi 3 notas de crédito (fotos). Mais uma vez, após mais de meia hora de espera, próximo da hora de fecho da loja, com apenas dois ou três clientes a aguardar atendimento, e com os funcionários agarrados ao computador (provavelmente a fecharem serviços para poderem sair à hora de fecho – e muito bem), eis que chega a minha vez e volto a ter uma surpresa: o valor que a MEO me devolvia nas 3 notas de crédito não batia certo com o valor que o sistema da MEO (ah grande sistema…) queria devolver-me. Proposta do funcionário: podia receber o valor que constava no sistema informático, fazia uma reclamação, e posteriormente receberia o resto. Justificação: à hora a que estávamos a tratar do assunto já não era possível resolver a coisa por telefone. 

Isto é: a MEO recusava devolver-me ao balcão da loja o valor que constava das notas de crédito que a mesma MEO me enviara. Gastei uma hora entre a espera e as explicações. Quer fazer a conta? Perguntou-me o funcionário quando lhe disse que estava a querer devolver-me menos dinheiro do que aquele que constava nas notas de crédito. O ar empertigado do funcionário ao fazer a pergunta era aquele de quem acreditava piamente no “Deus sistema MEO” que tinha à frente. Depois passou a uma cara de incredulidade própria de quem é enganado por algo que supostamente é infalível. Nem um santo tem paciência para aturar uma empresa assim.

Resultado: não recebi nada. O funcionário fez uma reclamação. E disse: daqui por mais ou menos dez dias entram em contacto consigo. Não acham fantástico? Eu acho. É o retrato do país: os grandes, as grandes empresas, fazem o que querem das pessoas. Reclamar? Não vale a pena: perdia mais meia hora e acabaria a receber, se recebesse, uma cartinha a dizer que a minha reclamação estava a ser analisada ou que ia ser tida em conta. Obrigado, MEO. 

Sim, eu sei, as outras são todas iguais. Mas se alguém da MEO me bater à porta juro que, no mínimo, o vou insultar. E quando telefonarem façam-no com jeitinho. Já nem quero saber do dinheiro, só quero que me deixem em paz.

Pinhal Novo, 2 de Outubro de 2015

josé manuel rosendo

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