quinta-feira, 24 de março de 2016

Diz-me como está o negócio das armas, dir-te-ei como está o Mundo


Pode ser como está no título, mas também pode ser de outra forma: diz-me quem vende mais armas e dir-te-ei a quem serve o status quo. E a resposta é: os Estados Unidos dominam o comércio mundial e reforçaram esse domínio nos últimos cinco anos (2011-2015). Os Estados unidos passaram de 29% de quota de mercado (em 2006-2010) para 33% (em 2011-2015). A Rússia surge logo a seguir (25% das exportações mundiais), depois a China (5,9%, com grande crescimento), Alemanha (4,7%) e França (5,6%, ambas com assinalável recuo). Os números são do SIPRI (Instituto Internacional de Investigação para a Paz, de Estocolmo, Suécia). 

A directora do Programa de Armamento e Despesas Militares do SIPRI, Aude Fleurant, sublinha que “Os Estados Unidos venderam ou deram armamento a pelo menos 96 Estados nos últimos cinco anos, e a indústria de armamento norte-americana tem grandes encomendas de exportação pendentes, incluindo 611 aviões de combate F35 para nove países.

A Rússia está neste momento a ser afectada depois das sanções ocidentais contra Moscovo devido à guerra na Ucrânia. A Rússia exporta para a Índia mais do que os Estados Unidos. A Índia é o maior importador mundial de armamento. A China tem como grandes clientes Paquistão, Bangladesh e Birmânia. Regra geral o comércio de armamento foi afectado pela crise europeia com as compras dos países do velho Continente a recuarem 41%. Ainda quanto aos importadores, a Índia lidera a procura (14%), o dobro da Arábia Saudita e o triplo da China.

Outros aspectos a sublinhar:
Entre os períodos 2006/10 e 2011/15 as importações dos países africanos aumentaram 19%. Argélia e Marrocos são os dois maiores importadores de armas na região, com um total de 56% por cento das importações africanas.
A importação de armas no México cresceu 331% em 2011/15 em comparação com 2006/10; o Azerbaijão aumentou 217%; o Iraque aumentou 83%.
A França concluiu vários grandes contractos de exportação de armas em 2015, incluindo os dois primeiros contractos de venda (Egipto e Qatar) dos aviões de combate Rafale. De notar que já em 2016, a França fechou um outro contracto com a Índia para a venda de 36 Rafale.

O SIPRI refere que estes dados reflectem a quantidade de armamento transaccionado e não o volume de negócios. Quem quiser saber mais pode consultar: http://www.sipri.org/

Pinhal Novo, 23 de Março de 2016

josé manuel rosendo

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